quarta-feira, 16 de julho de 2014

Um robô quase biológico - Inovação Tecnológica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/07/2014

Os pequenos biorrobôs, com menos de um centímetro de comprimento, são movidos por células controladas eletricamente.[Imagem: Janet Sinn-Hanlon]
Instabilidades do coração
Recentemente, a equipe do professor Rashid Bashir, da Universidade de Michigan, demonstrou o conceito de um biorrobô movido por células do coração.
Mas o jeitão pulsante das células cardíacas não levava o robô muito adiante.
Por isso eles construíram uma versão movida por células musculares acionadas por pulsos elétricos, o que permite controlar com precisão o funcionamento do dispositivo híbrido.
"Nós estamos tentando integrar esses princípios de engenharia com biologia de uma forma que possa ser usada para projetar máquinas e sistemas biológicos para aplicações ambientais e medicinais," disse o professor Bashir
"Os atuadores biológicos, movimentados por células musculares, são uma necessidade fundamental para qualquer tipo de máquina biológica que você queira construir," acrescentou ele.
Com menos de um centímetro de comprimento, o bioatuador, que é mais um motor do que um robô propriamente dito, foi construído com células vivas aplicadas sobre uma matriz de hidrogel por uma impressora 3D.
Sensores autônomos
A equipe decidiu passar das células cardíacas para a células musculares porque as células do coração pulsam, tornando difícil controlar o movimento - o biorrobô não pode ser desligado, por exemplo.
Já as células musculares só se movimentam quando recebem os pulsos elétricos, o que torna muito fácil controlar os bio-bots.
A velocidade do biorrobô pode ser controlada ajustando a frequência dos pulsos elétricos - quanto maior a frequência da corrente alternada, maior é a velocidade do robô.
A equipe planeja a seguir incorporar neurônios aos biorrobôs para controlar a direção do movimento, o que poderá ser feito com luz, por meio da optogenética, ou por meio de gradientes químicos.
"Nosso objetivo é que estes dispositivos sejam usados como sensores autônomos. Queremos que eles sintam um composto químico específico e se movam em direção a ele, e liberem agentes para neutralizar a toxina, por exemplo. Estar no controle da atuação é um grande passo em direção a esse objetivo," disse Bashir.
Bibliografia:

Three-dimensionally printed biological machines powered by skeletal muscle
Caroline Cvetkovic, Ritu Raman, Vincent Chan, Brian J. William, Madeline Tolish, Piyush Bajaj, Mahmut Selman Sakar, H. Harry Asada, M. Taher A. Saif, Rashid Bashir
Proceedings of the National Academy of Sciences
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.1401577111

Texto e imagem extraídos do site Inovação Tecnológica.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=robo-quase-biologico&id=010180140716#.U8Z7N_ldVu4

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