quarta-feira, 23 de julho de 2014

Equipe da Grande SP se prepara para a Copa do Mundo de robôs - Instituto de Engenharia

Publicado em 17 de julho de 2014

Neste ano, a chamada RoboCup também será realizada no Brasil – e o time de robótica da FEI, tetracampeão nacional, está entre as duas primeiras equipes brasileiras a competir na categoria humanóide do torneio

O coordenador Reinaldo Bianchi (em pé do lado direito) e mestrandos e doutorandos da Robofei com dois dos robôs humanóides (foto: André Jorge de Oliveira/ ED. Globo)


A Copa acabou, para a tristeza de muitos. No entanto, para mais de três mil engenheiros e cientistas de 45 países, um outro Mundial está prestes a começar: a RoboCup, que também será sediada no Brasil, de 19 a 25 de julho, em João Pessoa (PB). Para a equipe RoboFEI, do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo, a semana tem sido de muitos ajustes e correria. Junto da EDROM, da Universidade Federal de Uberlândia, eles vão representar pela primeira vez o Brasil na categoria humanóide dos jogos, que requer um projeto mecatrônico complexo. 

“É muito difícil fazer um robô ficar em pé e andar, fazemos isso tão naturalmente que nem imaginamos quanto processamento o cérebro faz para nos manter em pé e caminhando”, diz Reinaldo Bianchi, engenheiro elétrico coordenador do grupo. Se a “simples” locomoção já é um desafio, que dirá toda a automação necessária para que o robô localize e chute a bola, mapeie seus companheiros e os adversários, ou tome atitudes como marcar os jogadores do outro time. Por se tratar da primeira participação, a equipe vai para o torneio com poucas pretensões. “Eu ficaria muito feliz se a gente fosse para uma segunda fase”, comenta Bianchi.


Já na categoria Small Size, de robôs menores e com rodas, a história é diferente: nesta modalidade, eles foram por quatro vezes consecutivas campeões brasileiros, e participam este ano pela quinta vez da RoboCup, na qual já chegaram às quartas de final. Por terem mais experiência, a esperança é avançar até as semi finais nesta edição do torneio. “As provas terminaram mais cedo este ano, então tivemos a chance de dedicar mais tempo ao projeto”, diz Fernando Rodrigues, estudante de engenharia elétrica e membro da RoboFEI. A atividade extracurricular contribui à vida acadêmica de alunos de graduação, mestrado e doutorado. 

Mas se engana quem pensa que o pioneirismo e também o fato de jogar em casa signifique uma pressão maior para o time. “Não há nenhuma pressão, não é como a Copa – ganha a RoboCup quem mais aprende, não quem tira o primeiro lugar”, explica Bianchi, que também é o organizador do simpósio sobre robótica e inteligência artificial que ocorrerá no evento. Ele destaca que, antes de mais nada, trata-se de um encontro científico, onde a cooperação é muito mais forte do que a competição. “Todo mundo quer ganhar, mas se uma outra equipe tem algo legal, basta conversar com eles e compartilhar informações”, diz. 

Além da competição de futebol, o evento também conta com uma modalidade de robôs domésticos e outra de máquinas desenvolvidas para resgates em caso de desastres. No acidente nuclear de Fukushima, foram utilizados robôs apresentados nesta categoria da RoboCup. Uma das metas da organização é que, em 2050, a seleção campeã de robôs enfrente a equipe vitoriosa da Copa do Mundo da FIFA, e vença. A 36 anos deste evento histórico, a tecnologia robótica ainda está longe de alcançar este nível de sofisticação. A bem-humorada RoboFEI chegou até a batizar um dos seus quatro robôs humanóides (o único de plástico) em homenagem a um atacante da seleção brasileira. “Ele não faz nada, só cai e se levanta: vamos chamar ele de Fred”, brinca Bianchi.

Estudantes de engenharia elétrica Fernando Rodrigues e Danilo Smokovitz com um Robô Small Size (foto: André Jorge de Oliveira/ ED. Globo) 

Texto e imagens extraídos do site Instituto de Engenharia.
http://ie.org.br/site/universidades/exibe/id_sessao/66/id_universidade/6/id_noticia/811/Equipe-da-Grande-SP-se-prepara-para-a-Copa-do-Mundo-de-rob%C3%B4s

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