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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Ar-condicionado à base de água dispensa compressor e químicos

Ar-condicionado ambientalmente correto

Ar-condicionado à base de água dispensa compressor e químicos
O novo sistema separa as etapas de desumidificação e resfriamento do ar.[Imagem: NUS]

Engenheiros da Universidade Nacional de Cingapura desenvolveram um novo sistema de ar-condicionado que dispensa os tradicionais compressores mecânicos e os gases refrigerantes usados nos aparelhos atuais.
O resultado é um aparelho com consumo de energia muito mais baixo e mais ambientalmente correto, escapando das polêmicas envolvendo a camada de ozônio e a chuva ácida.
O sistema consome cerca de 40% menos eletricidade do que os atuais condicionadores de ar à base de compressores, usados em residências e edifícios comerciais.
Para isso, ele usa uma tecnologia de refrigeração à base de água, em vez de usar refrigerantes químicos, como clorofluorocarbonos e hidroclorofluorocarbonos.
"Inventado por Willis Carrier em 1902, o ar-condicionado por compressão de vapor é a tecnologia mais usada atualmente. Essa técnica é muito intensiva em energia e prejudicial para o meio ambiente.
"Em contrapartida, a nossa nova tecnologia de refrigeração à base de membrana e à base de água é muito ecoamigável - ela pode fornecer ar fresco e seco sem usar um compressor e refrigerantes químicos. Este é um novo ponto de partida para a próxima geração de aparelhos de ar-condicionado," disse o professor Ernest Chua.
Refrigeração com água
Os sistemas de ar condicionado atuais exigem uma grande quantidade de energia para remover a umidade e depois para arrefecer o ar desumidificado. O novo sistema executa esses dois processos separadamente, permitindo controlar melhor cada um deles e, portanto, obter maior eficiência energética.
Para isso a equipe criou uma tecnologia de membrana inovadora - um material semelhante a um papel - para remover a umidade do ar. O ar desumidificado é então arrefecido através de um sistema de resfriamento com ponto de condensação que usa água como meio de resfriamento, em vez de refrigerantes químicos potencialmente nocivos.

E, ao contrário dos condicionadores de compressão de vapor, o sistema não libera ar quente para o meio ambiente. Em vez disso, é descarregado um fluxo de ar fresco que é comparativamente menos úmido do que o ar ambiente. Cerca de 12 a 15 litros de água potável também podem ser recolhidos a cada dia de operação para um sistema de porte doméstico.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Nova tecnologia dessaliniza água do mar com menos energia

Dessalinização capacitiva

Publicado por Inovação Tecnológica, com informações da Agência Fapesp -  

Nova tecnologia dessaliniza água do mar com menos energia
Célula eletroquímica usando os carvões desenvolvidos no Brasil. [Imagem: Luis Ruotolo/Ufscar]

Para extrair sal da água do mar ou água salobra de reservatórios subterrâneos, a tecnologia mais utilizada atualmente é a osmose reversa. O processo é considerado de alto custo pelo material utilizado e pelo gasto com energia elétrica: uma bomba de alta pressão força a água a passar por uma membrana polimérica, que retém os sais.
Uma alternativa de dessanilização, com menor gasto de energia, é o processo de deionização capacitiva, que utiliza carvões ativados com poros nanométricos (1 nanômetro equivale a 1 milímetro dividido por 1 milhão) para retirada da salinidade da água.
Químicos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) acabam de desenvolver carvões com características que os tornam perfeitos para essa aplicação.
"Eles são semelhantes aos usados em filtros de água comuns, mas com uma quantidade e tamanho de poros que proporcionam uma elevada área de retenção de íons e moléculas," explica o professor Luís Augusto Ruotolo.
Os carvões ativados podem ser produzidos a partir de diferentes materiais, como madeira, bagaço de cana, casca de coco e polímeros. No invento da UFSCar, o carvão foi preparado aquecendo-se um polímero condutor de eletricidade, chamado de polianilina, a 800 °C, em condições adequadas para eliminar a matéria orgânica volátil.
O resultado foi um eletrodo rico em carbono mais eficiente e com melhor capacidade de retenção de moléculas ou íons na superfície. Já existem no mercado carvões ativados que adsorvem sais, mas eles não são adequados ao processo de deionização capacitiva porque possuem áreas de retenção dos íons de sal pequenas demais. Os carvões desenvolvidos pela equipe da Ufscar apresentam áreas para reter elementos químicos seis vezes maior do que os carvões comerciais.
Célula eletroquímica
Coube ao pesquisador Rafael Linzmeyer Zornitta usar os novos eletrodos para construir um protótipo de equipamento de dessalinização.
A célula eletroquímica é composta por placas de acrílico e borrachas de vedação, com dois eletrodos de carbono posicionados em lados opostos e separados por um canal onde escoa a água com sal (cloreto de sódio) a ser dessalinizada.
A dessalinização é acionada por uma tensão elétrica de 1,2 volt (V), similar à de uma pilha recarregável comum, que deixa um dos eletrodos polarizado com carga negativa e o outro com carga positiva.
Com a entrada da água salobra na célula, passando entre os eletrodos, os íons de sódio (Na+), que têm carga positiva, são atraídos e retidos no eletrodo negativo, e o cloreto (Cl-) se desloca para o polo positivo. Quando os eletrodos se tornam saturados por esses elementos, basta inverter a polaridade e o material aderido será repelido, podendo ser deslocado para fora da célula, em um processo de retrolavagem.

Os pesquisadores pretendem a seguir construir um protótipo acionado por um painel de energia solar.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Rodovia que gera energia solar é inaugurada na China

A estimativa é que a área gere um milhão de quilowatts-hora de eletricidade em um ano.

Publicado por Ciclo Vivo em 2 de janeiro de 2018 • Atualizado às 12 : 28


Rodovia que gera energia solar é inaugurada na China

A maior estrada solar está em construção em Jinan, capital da província de Shandong, na China. Desenvolvida pela Qilu Transportation Development Group, um quilômetro da via expressa já está aberta para testes.
A estrada possui três camadas: uma camada isolante na parte inferior, a fotovoltaica no meio e por cima foi instalada uma placa de “concreto transparente”. Segundo o designer de projetos Zhang Hongchao, a estrada é capaz de suportar 10 vezes mais pressão do que as estradas normais de asfalto e a estimativa é que a área gere um milhão de quilowatts-hora de eletricidade em um ano.
A primeira estrada solar do mundo foi inaugurada na França em março deste ano, veja aqui, e antes disso uma ciclovia solar já fazia sucesso na Holanda. A questão ainda é em relação ao custo benefício, sempre questionado pelos mais céticos. Isso porque o custo é bastante caro para uma estrutura que deve aguentar o peso de automóveis e caminhões e o retorno em geração energética não é tão alto se comparado aos tradicionais painéis instalados no telhado.
Fotos:
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Fotos: Qilu Transportation/Divulgação

domingo, 31 de dezembro de 2017

Adidas lança globalmente camisas de futebol feita com plástico dos oceanos

Marca criou camisetas Pré-jogo do Manchester United, Juventus, Real Madrid e Bayern de Munique.
11 de dezembro de 2017 • Atualizado às 11 : 11
Adidas lança globalmente camisas de futebol feita com plástico dos oceanos
Adidas Futebol e Parley for the Oceans estão transformando o desperdício de plástico em vestuário de alta tecnologia. A mais recente inovação da parceria são as camisas Pré-jogo do Manchester United, Juventus, Real Madrid e Bayern de Munique.
Os modelos foram desenvolvidos a partir de um material em poliéster 100% reciclado que incorpora o Parley Ocean PlasticTM, que foi criado com a reciclagem de plástico marinho, interceptado antes de atingir as áreas costeiras das Maldivas. Cada peça incorpora a tecnologia adidas Climalite, projetada para remover o suor, mantendo os jogadores secos no período crucial antes do jogo.
Além dessas performances e tecnologias eco-innovative, os kits pré-jogos, apresentam um novo design: suas malhas possuem na parte de trás da gola a mensagem “For the oceans”, bordadas sobre elas, tendo como referência a missão Parley for the Oceans. Cada camisa possui um efeito gráfico único, com o emblema do clube e o logotipo da adidas bordados no peito.
A camisa do Real Madrid apresenta um padrão preto e prateado com emblemas, logotipo e as listras no ombro na cor turquesa. Já do Bayern de Munique homenageia suas cores clássicas com um gráfico vermelho e preto. A camisa pré-jogo do Juve é uma versão semelhante do modelo clássico, com as listras preto e branco, integradas na parte horizontal que remete a parte de um gráfico de sublimação. O Manchester United apresenta um design gráfico cinza claro e escuro com a coloração vermelha no emblema do clube e nas listras e logotipo adidas.
Foto: adidas/Divulgação
Como membro fundador, a adidas apoia Parley for the Oceans em seus programas de educação e comunicação, assim como o abrangente programa de plástico oceânico que pretende acabar com a poluição plasmática dos oceanos, por meio dos três pilares de estratégia Parley: Evitar, interceptar e redesenhar. Como parte disso, a adidas está trabalhando para evitar que o plástico entre nos oceanos e o transforma em roupas esportivas de alto desempenho, tornando o problema em solução, a ameaça em um fio de roupa.
As camisas Pré-jogo adidas x Parley estarão disponíveis para compra no Brasil, a partir do mês de janeiro, pelo valor de R$229 adulto e R$199 infantil no site da adidas e em lojas selecionadas.
Foto: adidas/Divulgação
Foto: adidas/Divulgação
Foto: adidas/Divulgação
Foto: adidas/Divulgação

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Cimento feito com caroço de azeitona é criado por estudantes brasileiros e espanhóis

O material consegue ser suficientemente resistente para ser usado pela construção civil.
Publicado Por Ciclo Vivo em 13 de novembro de 2017 • Atualizado às 12 : 24
Cimento feito com caroço de azeitona é criado por estudantes brasileiros e espanhóis
Um cimento fabricado com as cinzas do caroço de azeitona e dos resíduos liberados nos alto-fornos. É isso que propõem alunos brasileiros da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em parceria com os espanhóis da Universidade Politécnica de Valência (UPV).
Para a sua fabricação, o processo consiste em pegar os resíduos da combustão dos caroços de azeitona e dos fornos e moê-los para depois adicionar água. Nos testes realizados até agora, o cimento continha aproximadamente 20% de cinzas de azeitona e 80% de outros resíduos. Imagine o sucesso que poderia fazer com as sobras das pizzarias de São Paulo, por exemplo.
s testes também mostraram que o desempenho mecânico foi bom muito bom e que o material consegue ser suficientemente resistente para ser usado comercialmente pela construção civil.
“Este novo cimento se destaca especialmente por sua baixa pegada de carbono; seu impacto, em termos de efeito de estufa, é muito menor em relação aos cimentos atualmente utilizados. Além disso, este trabalho abre um novo caminho de negócios para o uso e recuperação de energia de uma biomassa, como é o caso dos caroços de azeitona, bem como os resíduos dos altos-fornos” afirma Jordi Payá, pesquisador do Instituto de Ciências e Tecnologia de Concreto (ICITECH) da UPV.
O desenvolvimento – em escala de laboratório – deste novo produto é o último resultado do trabalho realizado há quase 10 anos pelo grupo de pesquisa em Química de Materiais de Construção da ICITECH-UPV. A pesquisa completa do material pode ser conferida aqui.