quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Uso de pré-lajes para tabuleiros permitiu à Dersa contornar as restrições ambientais e a falta de espaço para os canteiros no Trecho Norte do Rodoanel

Por Infraestrutura Urbana

Edição 66 - Janeiro/2017


O Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas usa 51 mil lajes ao longo de 44 quilômetros. A tecnologia empregada atende o prazo de execução e a demanda ambiental
Ambientalmente bastante delicado, e com poucas áreas disponíveis pela legislação para a montagem de canteiros de obras, o traçado do Trecho Norte do Rodoanel está exigindo o emprego de um sistema construtivo à base de pré-fabricação para a montagem de mais de uma centena de pontes e viadutos previstos no projeto.
A fabricação e a montagem do sistema - a escolha recaiu sobre as chamadas pré-lajes para tabuleiros - ficaram a cargo da M3SP Engenharia, empresa de Cotia (SP), que produziu 51 mil peças de pré-lajes de concreto armado para serem usadas como base das pontes, dentro dos padrões geométricos especificados pela Dersa. Cada pré-laje foi confeccionada com 2 metros de comprimento, 50 centímetros de largura e 7 centímetros de espessura.
PRÉ-LAJES
As placas de concreto armado produzidas pela M3SP para a obra do Rodoanel têm dimensões de 50 centímetros de largura por 7 centímetros de espessura e comprimentos variados (em torno de 2 metros). Os painéis têm aço positivo de tração totalmente incorporado nas peças e armações treliçadas para estabilizar a peça durante o transporte, além de alças para içamento mecanizado
EDSON LOPES JR./DERSA E DIVULGAÇÃO/M3SP
Para atender a demanda no Trecho Norte do Rodoanel, a M3SP Engenharia produziu peças de pré-lajes sob medida
Trata-se de uma tecnologia que proporciona maior agilidade e rapidez à construção de obras de arte, sem a necessidade de grandes canteiros. As placas, fabricadas com concreto de alta resistência e sobre as quais passarão os veículos, podem ser instaladas diretamente sobre as vigas. Como são autoportantes, também tornam dispensáveis as fases de cimbramento e madeiramento, tornando mais ágil o trabalho de armação.
As placas apresentam elementos de aço de tração incorporados às peças, com armações treliçadas para estabilizá- las, e trazem ainda alças para facilitar o içamento por gruas. Os elementos de aço têm dimensões maiores que os painéis, para que apresentem as pontas de ancoragem que se juntarão com os pilares da ponte.
DIVULGAÇÃO DERSA
A saída encontrada pela Dersa, a companhia de economia mista encarregada pelo governo estadual de coordenar as obras, e pelas empresas contratadas foi "isolar" construtivamente as áreas mais sensíveis do trajeto
Toda essa estrutura facilita o trabalho de concretagem, pois possibilita que os operários se locomovam sobre as placas durante a execução. Além disso, as placas pré-fabricadas podem receber a eventual concretagem complementar também diretamente e, em seguida, a pavimentação.
É um processo eminentemente industrial e, para que ele fosse levado adiante, era preciso a participação no projeto de uma empresa com expertise nessa área. A escolhida foi a M3SP, que produz anualmente até 400 mil metros quadrados de pré-lajes e elementos maciços de concreto para o mercado brasileiro, com alto grau de automação, inclusive com o uso intensivo de robôs, e sob as mais variadas medidas.
"Para fabricarmos uma grande diversidade de peças nas quantidades desejadas, foi preciso investir em um conceito de fábrica flexível e em tecnologias modernas de gestão e produção", afirma Antonio Marmo Pádua, diretor-geral da empresa. De acordo com Pádua, a capacidade logística é outro diferencial importante da M3SP, do que dá prova o fato de que, entre a fábrica e o local do Trecho Norte do Rodoanel, as peças tiveram de percorrer cerca de 70 quilômetros, chegando incólumes e dentro dos prazos estabelecidos.

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