quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Engenheira brasileira vence concurso mundial com projeto que pode ajudar a garantir água potável no futuro


A brasileira Nadia Ayad viu sua vida mudar no último ano. Entre as conquistas de 2016, estão a sua formatura em engenharia de materiais pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio de Janeiro, e um outro troféu bem mais difícil de ser conseguido: o primeiro lugar no desafio mundial Sandvik, conhecido como Desafio do Grafeno.
O desafio estimulava pessoas do mundo inteiro a apresentar ideias inovadoras para o uso do grafeno de forma sustentável em residências. A ideia de Nadia foi usar o material, um composto à base de carbono 200 vezes mais resistente do que o aço, em dispositivos de filtragem e sistemas de dessalinização, buscando oferecer água potável diretamente nas moradias.
Segundo o site do desafio, “a solução reduziria significativamente os custos de energia e a pressão sobre os atuais fornecedores com a ‘reciclagem de água’.“. Ou seja, ela foi capaz de criar um processo mais barato, sustentável e eficaz para o uso de água filtrada nas residências, o que rendeu o prêmio.
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Nadia já realizou um intercâmbio na Inglaterra durante a graduação através do programa Ciência Sem Fronteiras. Agora, ela quer voltar ao país, graças aos muitos recursos para a ciência encontrados por lá.  Foi também no Reino Unido que ela realizou seu primeiro estágio internacional, na Imperial College London, trabalhando no desenvolvimento de um polímero capaz de substituir válvulas cardíacas.
Até o momento, a jovem já aplicou para instituições dos Estados Unidos e Inglaterra e acredita que a experiência vivida no Brasil e no exterior poderão ajudar ela a entrar diretamente no doutorado, sem passar por um mestrado. Seu novo projeto é tão ambicioso quanto os anteriores: ela pretende pesquisar o uso de biomateriais que induzam células-tronco a formar tecidos semelhantes aos das cartilagens em versão 3D, segundo informa o Geledés. Alguma dúvida de que ela vai conseguir?

9 comentários:

  1. Muito boa a experiência. Parabéns.

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  2. Pouco se fala das nossas instituições que dão certo. O IME - Instituto Militar de Engenharia é uma delas, formando jovens engenheiros dentro dos mais elevados padrões internacionais.
    O papel de nossas Forças Armadas na formação técnico-científica (IME e ITA) é sem sombra de dúvida relevante para o país. Mas os gerentes de nosso quadro político e institucional estão mais preocupados em encher os próprios bolsos do que promover a grandeza desse Brasil, sem a menor preocupação com a educação seja ela básica ou na ponta da pesquisa acadêmica. ´Parabéns, e agradecimentos a você Nadya. Esta brilhante menina nos faz acreditar que temos alguma saída para a tragédia brasileira.
    Alfredo Coary (acoary@gmail.com)

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  3. Excelente notícia, em meio à tantas que contrariamente nos fazem quase perder a auto-estima de brasileiros. Não raro, sabemos de casos de inovações científicas com iniciativa de brasileiros, mas dificilmente são levadas ao passo do empreendedorismo efetivo, com a produção não apenas de pesquisas, mas que seja levada até à produção industrial e traga também desenvolvimento econômico. Muitos que se formam no ITA, IME, etc, passam a trabalhar fora do pais, pois não encontram aqui, oportunidades dignas de seu nível.

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  4. A Academia de Letras -- aquela que "medalhou" o Ronaldinho Gaúcho -- sabe disso?

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  5. O elogio deve se estender a seus professores e ao programa Ciência sem Fronteiras, tão criticado mas de fundamental importância para a ciência brasileira, uma pena que o atual governo não enxergue essa importância nas ciências e nas artes para o país realmente participar do desenvolvimento internacional.

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  6. PARABÉNS PELA CONQUISTA, CONTINUE NAS SUAS PESQUISAS.

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  7. Tenho orgulho de ter estudado no IME e ter chefiado o laboratório de Mecânica dos Solos, terminando em 2o/16 no curso de tecnologista de construção!

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