quarta-feira, 22 de abril de 2015

Compósitos aeroespaciais feitos com 1% de energia

Por inovação Tecnológica

Com informações do MIT - 22/04/2015
Compósitos aeroespaciais dispensam o forno
A técnica poderá ser aplicada a qualquer compósito industrial, seja ele usado em aviões, carros ou artigos esportivos. [Imagem: Jose-Luis Olivares/MIT]

Aquecimento com nanotubos
Os materiais compósitos usados para fabricar asas e fuselagens de aviões normalmente são produzidos em fornos industriais gigantescos.
Várias camadas de polímero são sobrepostas e submetidas a temperaturas de até 400º C, quando então elas curam, formando um material sólido, resistente e leve.
O inconveniente desta abordagem é a exigência de uma grande quantidade de energia, primeiro para aquecer o forno, em seguida o gás em torno dele, e, finalmente, o próprio compósito.
Engenheiros aeroespaciais do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveram agora um filme de nanotubos de carbono que aquece e solidifica um compósito sem a necessidade desses fornos enormes.
O filme de nanotubos funciona como uma espécie de cobertor elétrico, envolvendo completamente a peça, gerando temperaturas elevadas apenas onde elas são necessárias: nos próprios polímeros, para que eles curem.
Autoaquecimento
O grupo testou o revestimento em peças da mesma fibra de carbono utilizada em componentes de aviões, e constataram que o filme de nanotubos cria um compósito tão forte quanto o fabricado nos fornos convencionais - mas utilizando apenas 1% da energia.
Segundo eles, a técnica poderá ser aplicada a qualquer compósito industrial, seja ele usado em aviões, carros ou artigos esportivos.
"Normalmente, se você quer cozinhar uma fuselagem de um Airbus A350 ou Boeing 787, você precisa de um forno de quatro andares, que custa dezenas de milhões de dólares. Nossa técnica coloca o calor onde ele é necessário, em contato direto com a parte que está sendo montada. Pense nisso como uma pizza com autoaquecimento - em vez de colocá-la no forno, basta ligar a pizza na tomada e ela assa sozinha," disse o professor Brian Wardle, coordenador da equipe.
Wardle acrescenta que o filme de nanotubos de carbono é incrivelmente fino e leve e se incorpora à peça que está sendo fabricada, com uma adição de peso insignificante.

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